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quarta-feira, 10 de abril de 2013


Preletores para Diversas Ocasiões

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Foto/Imagem Preletores para Diversas Ocasiões Estudos Biblicos
Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo depregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.
É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!
Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadorestornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.
Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Conheçamos alguns tipos de pregadores e seus públicos-alvo:

Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.
Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.
Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!
Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregadoracima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.
Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.
Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.
Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.
Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.
Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.
Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...
Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?
Autor: Ciro Sanches Zibordi

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Como Elaborar Esboços e Sermões


Os esboços de pregação não têm uma forma rígida. Podem variar muito, mas aqui vão algumas dicas que podem servir como base para sua elaboração.
A estrutura do esboço é a mesma da pregação. O esboço será então um roteiro para o pregador não se perder durante a pregação, ou mesmo para não se esquecer dos pontos mais importantes da mensagem. Em outras palavras, é um mapa com alguns pontos de referência.
 
Em resumo, o esboço PODERÁ ter:

1- Tema da mensagem
2- Texto base
3- Introdução
4- Tópico 1
5- Tópico 2
6- Tópico 3
- Ilustração (?)
7- Conclusão
 
Vamos analisar cada parte.
·. 
Tema da mensagem - É o titulo do assunto a ser tratado, ou o nome da mensagem. Em alguns casos a gente fala o titulo na hora da pregação, outras vezes não é necessário. Mas, no esboço a gente coloca. É bom para se ter um rumo determinado na mensagem e também facilitar depois a escolha de um esboço entre muitos que a gente tem guardado. Quem vai pregar deve ter claro o assunto que vai ser tratado. Não basta escolher um versículo e subir ao púlpito. Isso pode ate acontecer, e Deus pode usar, mas não deve ser a regra. Pode ser que o pregador comece a falar sobre um assunto e dali mude para outro e para outro, e, no fim, não passou nada de consistente. Então, vamos escolher um tema definido. Por exemplo: "A vinda de Cristo ao mundo" é o titulo de uma mensagem evangelística.

Texto base: Toda pregação precisa ter um texto bíblico como base. Este é o fundamento que vai dar autoridade a toda a mensagem. Normalmente, o texto é pequeno: 1 versículo ou 2, ou 3. Raramente se deve utilizar um capitulo todo. Só quando o capitulo estiver todo relacionado ao mesmo assunto. Se eu for falar sobre a oração do Pai Nosso, não preciso ler todo o capitulo 6 de Mateus. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), usaremos o texto de I Timóteo 1.15:
"Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."
 
Introdução: É o início da pregação. Existem inúmeras maneiras de se começar uma pregação. Por exemplo: "Nesta noite, eu gostaria de compartilhar com os irmãos a respeito do assunto tal..." ou "No texto que acabamos de ler, temos as palavras de Paulo a respeito da vinda de Cristo ao mundo." Para muitas pessoas, a primeira frase é a mais difícil. Apesar de muitas alternativas, o ideal é que a introdução seja algo que prenda logo
a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para todo o restante da mensagem. Pode-se então começar com uma ilustração, um relato interessante sobre algo que esteja relacionado com o assunto da pregação. Um outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador durante a mensagem. Se for uma pergunta interessante, a atenção do povo esta garantida até o final da palestra. Voltando ao nosso exemplo, poderíamos começar a mensagem perguntando: "Você sabe para que Jesus veio ao mundo? Nossa mensagem desta noite pretende responder a essa pergunta tão importante para todos nós."
 
Tópicos - Os tópicos são as divisões lógicas do assunto, ou a divisão mais lógica possível. Por exemplo, se o titulo da minha mensagem for "O Maior Problema da Humanidade", eu poderia ter os seguintes tópicos: 1- a corrupção da humanidade; 2 - as conseqüências do pecado; 3 - a solução divina para o homem. A divisão em três tópicos é aconselhável por ser um numero pequeno, de modo que o povo tenha facilidade de acompanhar o raciocínio do pregador, sem perder o fio da meada. Podemos ate mudar esse numero, mas o resultado pode ser uma mensagem complexa. Os tópicos devem ser organizados numa ordem que demonstre o desenvolvimento natural do tema, de modo que os ouvintes vão sendo levados a compreender gradualmente o assunto até a conclusão.

Em algumas mensagens, os tópicos podem ser argumentos a favor de uma idéia que se quer defender com o sermão. Será bom se eles estiverem organizados de maneira que os mais interessantes ou mais importantes sejam deixados por ultimo, de modo que, a mensagem vai se tornando cada vez mais significativa, mais consistente e mais interessante a cada momento ate chegar à conclusão. Se você usar seu melhor argumento logo no inicio, sua mensagem ficara fraca no final.
Em alguns casos, o próprio texto bíblico já tem sua própria divisão, que usaremos para formar nossos tópicos. O texto de I Timóteo 1.15 é assim.

Dele tiramos os seguintes tópicos:

1 - Jesus veio ao mundo - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio.
2 - Para salvar os pecadores - Falar sobre diversas idéias que as pessoas tem sobre o objetivo da vinda de Cristo, e qual foi sua real missão.
3 - Dos quais eu sou o principal - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida.
 
Um outro exemplo de divisão natural é João 3.16:
1 - Deus amou o mundo. Falar sobre o amor de forma geral e sobre o amor de Deus.
2 - Deu o seu Filho Unigênito - O amor de Deus em ação. Deus não ficou na teoria.
3 - Para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna - O objetivo da ação de Deus.
 
Esse versículo é riquíssimo. Podemos elaborar varias mensagens dentro dele. É importante prestarmos atenção a esse detalhe. Se, de repente, tivermos um entendimento muito profundo de um versículo, é melhor que elaborar mais de um sermão, do que tentar colocar tudo em um só, fazendo um sermão muito longo ou complexo, principalmente quando o texto permitir vários ângulos de abordagem, ou contiver mais de um assunto. Uma duração ideal para um sermão é trinta minutos. Quarenta, só em casos especiais. Já um estudo bíblico pode durar uma hora. Logicamente, o Espírito Santo pode quebrar esses limites, mas creio que ele não faz isso com freqüência.

Ilustrações - Ilustrações são ditados, provérbios (não necessariamente os de Salomão) ou pequenas histórias que exemplificam o assunto da mensagem ou reforçam sua importância. Como alguém já disse, as ilustrações são as "janelas" do sermão. Por elas entra a luz, que faz com que a mensagem se torne mais clara, mais compreensível. Muitas vezes, os argumentos que usamos podem ser difíceis, ou obscuros, mas, quando colocamos uma ilustração, tudo se torna mais fácil para o ouvinte. Existem muitas historinhas por aí que não aconteceram de fato e são usadas para ilustrar mensagens. Não há problema em usá-las. Podem ser comparadas às parábolas bíblicas. Entretanto, é importante que o pregador diga que aquilo é apenas uma ilustração. As ilustrações são muito importantes, porque despertam o interesse dos ouvintes, eliminam as distrações e ficam gravadas na memória. Pode ser que, na segunda-feira, os irmãos não se lembrem de muita coisa do sermão de domingo, mas será bem mais fácil lembrar das ilustrações, dos casos contados como exemplo, e, juntamente com essa lembrança, será também lembrado um importante ensinamento. No exemplo da mensagem de I Timóteo, poderíamos usar uma ilustração no tópico 3, mencionando que um doente precisa reconhecer sua doença para ser curado, ou contando um curta historia sobre um doente que reconheceu ou não sua doença. Não é obrigatório o uso de ilustrações no sermão. Se não tiver nenhuma, paciência. Às vezes, os próprios relatos bíblicos já ilustram muito
bem os assuntos que abordamos. Outro detalhe a se observar: não é bom usar muitas ilustrações na mesma mensagem, pois a mesma perderia sua consistência e seria mais uma coleção de contos. Como dissemos, ilustração é luz, e luz demais pode ofuscar a visão.

Conclusão - A conclusão será o ápice da mensagem, o fechamento. Não basta fazer como aquele pregador que disse: "Pronto! Terminei." A conclusão é a idéia ou conjunto de idéias construídas a partir dos argumentos apresentados no decorrer da mensagem. Nesse momento pode-se fazer uma rápida citação dos tópicos, dando-lhes uma "amarração" final. Nessa parte, normalmente se convida para o posicionamento dos ouvintes em relação ao tema. Ainda não é o apelo. O pregador incentiva as pessoas a tomarem determinada decisão em relação ao assunto pregado. Depois desse incentivo, dessa proposta, o assunto está encerrado e pode-se fazer o apelo, se for o caso, e/ou uma oração final. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), poderíamos concluir convidando os ouvintes a reconhecerem sua condição de pecadores, para que o objetivo da primeira vinda de Cristo se concretize na vida de cada um. Para fechar bem podemos encerrar dizendo que Cristo vira outra vez a este mundo para buscar aqueles que tiverem se rendido ao evangelho.
 
O esboço deve ser o menor possível. Pode-se, por exemplo, usar uma frase para cada parte. Pode haver determinado tópico representado por uma única palavra. O esboço é o "esqueleto" da mensagem. Coloca-se o que for suficiente para lembrar ao pregador o conteúdo de cada divisão. Se uma palavra ou uma frase não forem suficientes, pode-se
colocar mais, mas com o cuidado de não se elaborar um esboço muito grande, de modo que o pregador poderia ficar perdido no próprio esboço na hora de pregar. Então, o recurso que deveria ser útil torna-se um problema. Opcionalmente, o pregador pode fazer o esboço, bem pequeno e, em outro papel, fazer um resumo da mensagem. No púlpito, só o esboço será usado. O destino do resumo será o arquivamento. Em outra ocasião, quando o pregador for usar o mesmo sermão, o resumo será muito útil. Se ele tiver
guardado apenas um esboço muito curto, este poderá não ser suficiente para lembrá-lo de todo o conteúdo de sua mensagem.
 
Eis aqui o esboço que construímos durante essa explicação:
 
Introdução: Você sabe para quê Jesus Cristo veio ao mundo?
 
Tópico 1 - "Jesus veio ao mundo" - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio (ate os ímpios).
 
Tópico 2 - "Para salvar os pecadores" - Falar sobre diversas idéias que as pessoas tem sobre o objetivo da vinda de Cristo. Fundar uma religião? Dar um golpe de estado? Ensinar uma nova filosofia de vida? Qual foi sua real missão? Salvar os pecadores.

Tópico 3 - "Dos quais eu sou o principal" - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida.

Ilustração: O doente precisa reconhecer sua doença.
 
Conclusão : Uma idéia clara sobre o objetivo da vinda de Cristo. Um reconhecimento pessoal da condição de pecado. Aceitação de Cristo como Salvador.

A PREGAÇÃO 
É aconselhável que o pregador faça um curso de oratória. Entretanto, mesmo não se podendo fazê-lo, o talento e a prática podem desenvolver bastante as habilidades de quem fala em público. A observação de outros pregadores, as críticas construtivas dos ouvintes e algumas dicas de pessoas experientes no assunto poderão ser muito úteis.

Vão aqui algumas considerações sobre a pregação:

1 - O domínio do assunto a ser falado é o princípio da segurança do orador. Portanto, estude bem o assunto com antecedência.
2 - Ao falar, evite ficar andando de um lado para outro. Isso cansa as pessoas. O orador pode andar mas não o tempo todo.
3 - Evite repetições excessivas de frases ou palavras. Por exemplo, algumas pessoas falam o "né" no fim de cada frase. Isso cansa e desvia a atenção de quem ouve.
4 - Para não se perder, use um esboço com algumas frases ou palavras que vão ajudá-lo na seqüência da palestra ou pregação. Porém, não é aconselhável que se escreva toda a mensagem para se ler na hora. Isso torna a palestra monótona. Escreva apenas algumas frases norteadoras.
5 - Ao falar não fique olhando apenas em uma direção ou apenas para uma pessoa. Procure ir dirigindo seu olhar para as várias pessoas no auditório.
6 - Falar corretamente é fundamental. Se houver algum problema nesse caso, procure fazer um curso de língua portuguesa. Os termos chulos e as gírias não são admitidos na pregação.
7 - O outro extremo também é problemático. Procure não utilizar palavras muito difíceis, a não ser que esteja disposto a também explicar o significado. O uso de termos complexos ou estrangeiros demonstra erudição do orador mas pode inutilizar a mensagem se os ouvintes não forem capazes de compreendê-la.
8 - O uso de gestos é bom mas deve ser praticado com moderação e cuidado. Não use gestos ofensivos. Não use gestos que não combinem com o assunto. Imagine que alguém esteja falando sobre a ceia do Senhor e ao mesmo tempo pulando ou batendo palmas. Não combina.
9 - O tom de voz também é importante. É bom que seja variado. Se você falar o tempo todo com voz suave, o povo poderá dormir. Se você gritar o tempo todo, talvez as pessoas não vão querer ouvi-lo novamente. O tom de voz deve acompanhar o desenvolvimento do assunto, apresentando ênfase e volume nos pontos mais importantes, nos apelos ou nas conclusões que se quer destacar. O falar suave e o falar alto e enfático devem ocorrer alternadamente para não cansar o ouvido do público.
10 - Em se tratando de sermões sobre temas bíblicos, é fundamental que o pregador tenha orado antes de falar e que também esteja se consagrando ao Senhor para falar com unção e autoridade.
11 - O nervosismo e a timidez devem ser tratados com a prática. O início é mesmo difícil, mas com o tempo e a perseverança, a segurança vem. Não existe outro caminho. Algumas pessoas aconselham a começar falando sozinho diante do espelho para treinar. Não sei se isso resolve. O certo é que começar com uma platéia pequena é mais aconselhável. O nervosismo será menor. Antes de falar no templo, será melhor começar nos cultos domésticos.
12 - Outro detalhe importante é a duração da palestra. Se for um sermão em igreja, o tempo deve ser de até 30 minutos. Se o assunto for maravilhoso e envolvente, então pode até chegar aos 40 minutos. Estudos bíblicos podem durar 1 hora. Em acampamentos esse tempo pode até se estender um pouco mais. Não existem regras para isso, mas apenas percepções práticas. Esses limites podem variar dependendo do lugar, do propósito, do auditório, e de muitos outros fatores. Mas, de forma geral, esses tempos sugeridos são razoáveis. Se quisermos ir muito além, poderemos cansar muito o auditório e o que passar do limite não será mais captado nem aproveitado pelos ouvintes.





PREGA A PALAVRA: O ESPÍRITO SANTO APELA AOS CRENTES


INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: II Timóteo 4:1-4
1. É melhor ser dividido pela pregação da verdade do que unido no ecumenismo pela operação da mentira.
2. É melhor pregar a verdade que machuca e depois cura, do que palavras agradáveis que confortam, mas depois matam.
3. É melhor anunciar a verdade bíblica de forma nua e crua do que agradáveis filosofias (fábulas) que desviam da verdade (Tito 1:13-14).

I. A VERDADE INCOMODA ÀQUELES QUE VIVEM O CONFORTO DAS DOUTRINAS ERRADAS – II Timóteo 4:2-3
1. Ainda que muitos sejam incomodados pela pregação da pura Palavra da Verdade, o cristão deve instar a todos a tempo e fora de tempo.
2. Embora os incomodados possam odiar o proclamador da verdade, é melhor ser odiado por anunciar a verdade do que apreciado por apregoar doutrinas adulteradas.
3. Mesmo que muitos já não suportem a sã doutrina, a ordem de Deus é“admoesta, repreende e exorta, com toda a longanimidade e ensino”.

II. A VERDADE É RECUSADA POR AQUELES QUE DESEJAM SEGUIR SUAS PRÓPRIAS COBIÇAS – II Timóteo 4:1, 3-4
1. Ainda que muitos recusem a dar ouvidos à verdade, ela deve ser proclamada a alto e bom som por todos os verdadeiros cristãos.
2. Embora os que recusam dar ouvidos à verdade por desejarem ouvir palavras que afagam o orgulhoso, egoísta e corrupto coração, o Espírito Santo estimula: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e de Cristo... prega a Palavra”.
3. Mesmo que muitos que te ouça recusem à verdade e voltem às fábulas, é melhor ficar sozinho por causa da verdade do que acolhido na multidão por causa da mentira.

III. A VERDADE PRECISA SER ANUNCIADA MESMO EM FACE À OPOSIÇÃO – II Timóteo 4:5
1. Ainda que ao pregar a pura verdade bíblica sofras aflições da parte da oposição, jamais deves te calar.
2. Embora o verdadeiro evangelho seja odiado e o falso apreciado, você deve fazer a obra de evangelista.
3. Mesmo que tenhas grandes desafios para proferir a verdade àqueles que preferem a mentira, Deus te ordena a cumprir bem o teu ministério.

CONCLUSÃO:
1. Chegou o tempo em que as pessoas preferem os mestres que falam o que as pessoas querem ouvir e não o que devem ouvir:Ainda que as pessoas queiram ouvir aquilo que dá coceira nos ouvidos (prazer), a verdade que fere o orgulho, a arrogância e as crendices populares deve ser proclamada.
2. Chegou o tempo em que a sã doutrina é rejeitada para dar lugar à ambição, egoísmo e materialismo: Embora as pessoas deixem o conforto de seu lar para ir à igreja em busca de palavras que as lisonjeiam, a Palavra que admoesta, exorta e repreende deve ser exaltada e anunciada.
3. Chegou o tempo em que a mentira e a falsidade estão em alta:Mesmo que não sejas popular, apreciado e aclamado pelos teus sermões baseados na Palavra, não os abandone por mensagens de autoajuda, recortes de jornal, artigos de revistas, etc., ainda que estas sejam mais atraentes, eletrizantes e emocionantes.

APELO:
1. Deus chama todos os cristãos à responsabilidade: “Prega a Palavra”.
2. Deus insiste com todos os seus servos: “insta a tempo e fora de tempo”.
3. Deus suplica a todos os Seus mensageiros: “admoesta, repreende e exorta, com toda longanimidade e ensino”.

Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 7 de maio de 2012

APRENDA A PREGAR COM PODER COM O APÓSTOLO PAULO


INTRODUÇÃO: Texto bíblico: I Tessalonicenses 2:1-12
1. Pregar não deve ser um discurso como qualquer oratória humana.
2. Pregar, segundo o apóstolo Paulo, é mais do que explicar um texto bíblico.
3. Pregar, segundo Paulo, vai além das meras motivações e habilidades humanas.

I.  PARA PREGAR COM PODER O PREGADOR PRECISA DE UMA MOTIVAÇÃO PURAMENTE CRISTÃ – I Tessalonicenses 2:1-6
1.  O pregador precisa ser ousado em Deus para pregar o Evangelho puro.
2. O pregador precisa ser aprovado por Deus - não pelo homem - a fim de ganhar homens para Deus.
3. O pregador deve glorificar unicamente a Deus, nunca os homens nem a si mesmo.

II. PARA PREGAR COM PODER O PREGADOR PRECISA POSSUIR CARÁTER AMOROSO – I Tessalonicenses 2:7-11
1. O pregador deve ser como mãe, amar aos ouvintes.
2. O pregador deve desejar ardentemente a salvação dos ouvintes.
3. O pregador deve, como um pai, consolar aos ouvintes.

III. PARA PREGAR COM PODER O PREGADOR PRECISA DE UMA MISSÃO DIVINA – I Tessalonicenses 2:11-12
1. O objetivo do pregador deve ser o chamado divino a exortar pessoas a viver para a glória de Deus.
2. O foco do pregador deve ser encorajar os filhos de Deus a perseverar na fé até entrar no reino de Deus.
3. O alvo do pregador deve ser seguir a vontade de Deus para a pregação: levar os ouvintes a passar do crescimento espiritual ao amadurecimento espiritual.

CONCLUSÃO:
1. Sem uma motivação correta o pregador usará o púlpito de forma errada, com a motivação errada que desonrará a Deus. O sermão não surtirá nenhum poder transformador nos ouvintes.
2. Sem adquirir caráter amoroso as palavras do pregador não surtirá o efeito que Deus espera nos ouvintes. Será palavras sem forças sobrenaturais que não darão poder ao ouvinte para mudar de vida.
3. Sem aceitar a missão divina o pregador viverá a missão humana fazendo do púlpito um lugar comum para expressar suas próprias palavras, não a poderosa e viva Palavra de Deus.

APELO:
1. Antes de pregar, busque uma motivação puramente cristã através da consagração.
2. Antes de pregar, desenvolva um caráter amoroso renunciando o próprio eu.
3. Antes de pregar aceite a missão concedida por Deus aos pregadores do Evangelho de Deus.
Pr. Heber Toth Armí

quinta-feira, 1 de março de 2012

PRECISA-SE DE PREGADORES CORAJOSOS COMO CALEBE

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Número 13:25-33; 14:1-10, 24
1. Hoje em dia, tanto quanto nos dias de Calebe, as pessoas aceitam com mais facilidade as pregações daqueles que não tem o Espírito de Deus, que contam historinhas e piadas “santas”; do que daqueles que corrigem, exortam e repreendem com amor no poder do Espírito Santo.
2. Hoje em dia, tanto quanto nos dias de Calebe, a maioria dos pregadores fala daquilo que lhe convém, daquilo que agrada ao pecador e não ao Senhor, que causa prazer e não tristeza pelo pecado, seduzindo o povo a ignorar a voz profética e a desprezar os planos de Deus.
3. Hoje em dia Deus quer pregadores cheios do Espírito Santo, fiel às Suas promessas, comprometidos com Sua vontade revelada na Bíblia, corajosos e ousados como Calebe quando pregava ao revoltado povo de Israel.

I.  SOMENTE QUEM CONHECE BEM A VONTADE DE DEUS EXPRESSA NA BÍBLIA PREGARÁ COM CLAREZA DIANTE DE UMA MULTIDÃO INCRÉDULA – Números 13:25-14:1-4
Josué e Calebe estavam à frente do povo com outros dez espias. Todos os doze espias viram as mesmas coisas e concordaram no que viram, mas discordaram quanto à interpretação e na maneira de pregar. Então, Calebe levantou ousada e poderosamente sua voz e faz calar o povo. Deste fato destacamos as seguintes lições:
1. Há dois tipos de pregadores da Palavra: Há o verdadeiro e o falso pregador. Ambos veem as mesmas coisas, possuem a mesma Bíblia e falam em nome do mesmo Deus; porém, um fala o que Deus quer, outro torce e manipula o que Deus falou.Os pregadores verdadeiros falam com autoridade levando o povo ao silêncio; os falsos pregam para produzir barulho e alvoroço na congregação.
2. Há duas formas de interpretar a Bíblia: Os pregadores verdadeiros se aproximam da Bíblia com humildade de espírito; por meio da oração e estudo interpretam-na com fidelidade; os pregadores falsos manipulam a Bíblia para manipular o povo, usam a Bíblia em vez de serem usados por Deus, regem a Bíblia ao invés de serem regidos por ela.
3. Há duas maneiras de pregar as Sagradas Escrituras: Os pregadores falsos pregam aquilo que convêm a fim de agradar o povo; já o pregador fiel prega a fim de agradar a Deus, mesmo que desagrade o povo. Os verdadeiros são aqueles que pregam a Bíblia, os falsos pregam sobre a Bíblia.

II. SOMENTE QUEM TEM MAIS MEDO DE OFENDER A DEUS DO QUE AS PESSOAS PREGARÁ COM CORAGEM O QUE DEUS QUER, NÃO O QUE O POVO QUER – Números 14:5-10
Como Josué e Calebe estavam mais interessados em agradar a Deus do que ao povo (v.8), eles enfrentaram com coragem e ousadia aos pregadores charlatães e ao povo que chorava com as palavras dos falsos pregadores. Consequentemente, toda a congregação desejou apedrejar os fieis representantes de Deus. Deste relato aprendemos que:
1. A primeira preocupação do pregador deve ser conhecer a vontade de Deus: Josué e Calebe conheciam a Deus, Seus planos e Suas promessas. O pregador deve conhecer a vontade de Deus antes que a vontade do povo, pois a voz do povo nunca foi e nunca será a voz de Deus.
2. A segunda preocupação do pregador deve ser a de fazer a vontade de Deus: Josué e Calebe se posicionaram firmes e impolutos diante da rebeldia e ameaça do povo porque eles estavam mais dispostos a morrer do que a ceder à pressão da multidão.
3. A terceira preocupação do pregador deve ser a de apresentar a vontade de Deus ao povo: Mesmo que o povo seja rebelde, incrédulo e revoltado, Josué e Calebe ousaram erguer a voz e apontar-lhe a vontade de Deus.

III. SOMENTE EM QUEM HÁ O VERDADEIRO ESPÍRITO SANTO PREGARÁ COM OUSADIA A VONTADE DE DEUS SEM SE IMPORTAR COM AS CONSEQUÊNCIAS – Números 14:24
Deus mesmo declara o que havia de diferente em Calebe: “Porém o meu servo Calebe, porque nele ouve outro espírito, perseverou em seguir-me...”. Calebe era servo (humilde), era perseverante e tinha um espírito diferente. Esse Espírito diferente era a ação do Espírito Santo em sua vida que o tornou servo perseverante de Deus.
1. O Espírito Santo capacita o pregador para ser servo de Deus e não servo da vontade do povo: Quem deseja sucesso, aplausos e glamour faz a vontade do povo, mas por pouco tempo (Números 14:37). Por outro lado, quem faz a vontade de Deus tem a Pátria Celestial como alvo, onde a alegria e a vida jamais passarão.
2. O Espírito Santo faz o pregador ser mais preocupado com recompensa do Céu do que com consequência na Terra: O fiel servo de Deus sabe que a vida na Nova Jerusalém vale mais que a preservação de alguns anos da vida aqui no mundo aplaudido pelo povo. Por isso, o pregador fiel não tem medo de falar o que Deus quer para aqueles que não querem ouvir.
3. O Espírito Santo habilita o pregador a perseverar nas promessas de Deus mesmo ameaçado de morte:Viver na contramão do mundo e da vontade humana é perigoso, há riscos até de perder a vida. Porém, Deus toma conta e protege aos pregadores como Calebe. Dos doze espias, apenas Josué e Calebe foram preservados com vida para entrar em Canaã, a Terra Prometida (Números 14:38).

CONCLUSÃO:
1. Somente os pregadores que se rendem ao verdadeiro Espírito Santo pregam com clareza e ousadia toda a Palavra que sai da boca de Deus.
2. Somente os pregadores vazios de si e cheios do Espírito Santo vivem para agradar a Deus e não à vontade carnal das pessoas.
3. Somente os pregadores dependentes do poder do Espírito Santo são preservados por Deus e conduzidos à Canaã Celestial para ali habitar para sempre.

APELO:
1. Pregador(a), pregue a Palavra pura, sem rodeios, sem desviar do que está escrito mesmo que fira à vontade e o gosto dos ouvintes.
2. Pregador(a), pregue a Palavra, o que Deus quer; não sobre a Palavra, o que o ser humano quer; agrade a Deus e não os rebeldes.
3. Pregador(a), pregue a Palavra de Deus dependendo do Espírito Santopara não cair na tentação de depender da aprovação pecaminosa.

Pr. Heber Toth Armí

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SEJA BEM-AVENTURADO PREGADOR DA PALAVRA DE DEUS


     Compartilho com os leitores deste blog uma reflexão interessante sobre as bem-aventuranças do pregador. Não sei que é o autor, sei que não sou eu; no entanto, como gostei quero compartilhar essas maravilhosas palavras com aqueles que querem ser pregadores bem-aventurados.

1.  Bem-aventurado o pregador que sabe como pregar.
2.  Bem-aventurado o pregador que encurta suas introduções.
3.  Bem-aventurado o pregador que modela sua voz, e nunca grita.
4.  Bem-aventurado o pregador que sabe como e quando terminar.
5.  Bem-aventurado o pregador que se inclui entre os ouvintes.
6.  Bem-aventurado o pregador cujos sermões são articulados e lógicos.
7.  Bem-aventurado o pregador cujos sermões constituem uma unidade, têm propósito definido, sendo cada palavra bem pensada e meditada.
8.  Bem-aventurado o pregador que permite sua congregação cantar um hino sem cortar uma só estrofe (Se é questão de tempo, por que não encurtar o sermão?).
9.  Bem-aventurado o pregador que raramente emprega o pronome eu.
10. Bem-aventurado o pregador que sabe que foi chamado por Deus.
11. Bem-aventurado o pregador que conhece e prega a Palavra como ela é.
12. Bem-aventurado o pregador que vive a mensagem que prega.
13. Bem-aventurado o pregador que é Cristocêntrico.
14. Bem-aventurado o pregador que sabe da sua necessidade do Espírito Santo.
15. Bem-aventurado o pregador que, havendo entregue plenamente sua vida a Deus, é inspirado pelo Espírito Santo e ungido pelo Seu poder para alcançar as almas a fim de ganhá-las para Deus, e para educá-las no serviço enquanto são guiados aos pés do Salvador.

"prega a Palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino" (II Timóteo 4:2).


Pr. Heber Toth Armí

DICAS DE PREGAÇÃO COM O MAIOR PREGADOR DO MUNDO


Muitos pregadores, desejando ser bem-sucedidos, usam recursos ultramodernos e tecnológicos, buscando implementar seus sermões com efeitos visuais e sonoros. Contudo, os ouvintes têm dificuldades para lembrar-se de seus sermões, mesmo o de uma semana atrás. Então, é necessário aprender com o maior pregador do mundo.

Jesus - o maior pregador do mundo:
1.  O lugar mais nobre onde ele pregou foi em uma sinagoga de quinta, em uma cidade pequena, no fim do mundo.
2. O Seu auditório preferido tinha o teto formado por estrelas e era refrigerado pelo vento.
3. O Seu público sentava no chão e seu púlpito era um barquinho que se afastava da praia para ele ser visto por todos.
4. O Seu grau de escolaridade não era invejável; Ele não fez faculdade, mestrado e doutorado em lugar nenhum.
5. O Seu sermão não tinha esboço e nem escrevia previamente o que iria dizer ao povo.
6. O Seu estilo era simples, Ele não usou microfone, nem um notebook ou apresentação em power point para pregar.
7. O Seu método era rústico, isolava-se, buscava os lugares insalubres e dava preferência aos excluídos. Dirigia-se ao lugar das palestras a pé.
8. O luxo e o conforto não faziam Seu estilo, na verdade, Ele nunca teve carro. Nunca usou terno e muito menos gravata. Usava sandálias.
9. O Seu recurso ilustrativo era simplista, suas ilustrações eram toscas histórias campesinas ou referiam-se à pesca.
10. O resultado de Suas pregações ultrapassou culturas, épocas e classes sociais; seus ensinos perduram há mais de dois mil anos.

Princípios para ser um excelente pregador:
1.  Para ser um grande pregador é preciso aprender do maior pregador que a mundo já teve (Jesus), qualquer outro pregador é inferior a Ele. Ele atraia grandes multidões, não para um clube, teatro ou igreja confortável, mas para lugares desertos (Mateus 14:13-21). Ele foi muito bom, na verdade Ele foi o melhor pregador do mundo!
2. Para ser um grande pregador é mais importante passar mais tempo com Jesus do que com livros e correndo atrás de recursos tecnológicos.
3. Para ser um grande pregador passe tempo com a Bíblia e o Espírito Santo em oração como fazia Jesus de madrugada (Marcos 1:35-38). As pessoas não se impressionam tanto com bons oradores mais do que com pregadores bem consagrados.
4. Para ser um grande pregador na atualidade é mais importante falar aquilo que Cristo falaria com serenidade e simplicidade do que com palavras rebuscadas.
5. Para ser um grande pregador como foi Jesus é necessário depender do poder do Espírito Santo e pregar a pura Palavra de Deus ao povo, não recortes de jornal, comentários sobre esportes, histórias pessoais e romances novelescos (Lucas 4:14-16).
6. Para ser um grande pregador é preciso entender que a igreja não está precisando mais de shows e agitação com gritos e histórias que emocionam, mas cada pessoa precisa de Cristo em Sua vida.
7. Para ser um grande pregador como Jesus não se deve ignorar os ouvintes quando eles são poucos. Jesus pregou em particular para Nicodemos (João 3:1-21) e para a mulher samaritana (João 4:1-26) Seus melhores sermões.

Pr. Heber Toth Armí

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COMO SER BEM SUCEDIDO EM SUAS PREGAÇÕES


Resultados extraordinários, fama, status e poder são os propósitos daqueles que desejam ser grandes pregadores modernos. Se esses forem seus propósitos e não a conversão dos ouvintes, apresento-lhe a seguir dez passos práticos que lhe darão resultados extraordinários:

1. Preocupe-se em preparar sermões cujo maior objetivo esteja na promoção de sua própria popularidade e não a santidade dos ouvintes.
2. Preocupe-se em apresentar uma pregação que esteja centrada em massagear o ego mais do que em convencer de pecado a seus ouvintes, isso fere o ego.
3. Preocupe-se com sua reputação como sendo um bom pregador atraente a fim de que todos prestem mais atenção em você do que na mensagem.
4. Preocupe-se em falar com um estilo florido, enfeitado e exagerado levando os ouvintes a expor suas lágrimas não pelos pecados praticados, mas pelas histórias bem contadas.
5. Preocupe-se em ser superficial na apresentação da mensagem bíblica a fim de que suas pregações não contenham verdades suficientes para convencer pecadores de que precisam mudar de vida para que destino delas não seja o inferno.
6. Preocupe-se apenas com partes da Bíblia; pregue apenas sobre o amor de Deus sem falar sobre Sua ira, Sua justiça e Sua santidade; tais características afastam as pessoas.
7. Preocupe-se em não apresentar doutrinas, principalmente a do pecado e do inferno porque já estão bem claras na Bíblia; pregue aquilo que não ofende ou deixe as pessoas preocupadas.
8. Preocupe-se em apresentar mensagens light, fast-food, recortes de revista e de jornal, livros de auto-ajuda, histórias sensacionais, reflexões de internet, etc.; pois as pessoas não querem nutrir-se espiritualmente, apenas satisfação de seus interesses egoístas.
9. Preocupe-se mais com mensagens inspiradoras e arrebatadoras que promovam poder para ter sucesso material e não espiritual, poder para vencer as dívidas e não para vencer o mal.
10. Preocupe-se mais em apresentar um Jesus psicólogo, curandeiro, milagreiro, banqueiro do que um Senhor Jesus salvador, perdoador e libertador.

Seguindo esses passos você será um pregador de sucesso, não será perseguido por ninguém; as pessoas o exaltarão, se encherão de orgulho de você. Você não terá desafios como o apóstolo Paulo, nem correrá risco de perder a cabeça como João Batista e nem levará as pessoas à conversão do pecado a fim de que entrem no Céu. A mensagem de Jesus para estes no dia do juízo está em Mateus 7:21-23: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos [pregadores] me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônio e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal” (NVI – Nova Versão Internacional).

·  As igrejas que professam ser evangélicas precisam de pessoas como o apóstolo Pedro, que não prega para entreter o pecador, mas contra o pecado de cada pecador (Atos 2).
·  As igrejas que professam ser cristãs devem pregar como Estevão, chamar o pecado pelo nome e as pessoas ao arrependimento, mesmo em face da morte (Atos 7).
·  As igrejas que professam seguir a Bíblia devem chamar pessoas à responsabilidade como fez João Batista sem medo de ofender as autoridades (Lucas 3:1-20).

Os pregadores modernos precisam urgentemente tomar a Bíblia na mão e apresentar a graça que santifica vidas; convidar o pecador a confessar e abandonar seus pecados e suplicar aos ouvintes que abandonem uma fé sem obras (Tiago 2:26). Esse estilo de sermão esvazia o inferno e povoa o Céu.

Pr. Heber Toth Arm

PRESB. CHARLES E CANTORA SHEILA E PRESB. FRANCISCO ( PAI) TE AMO

PRESB. CHARLES E CANTORA SHEILA E PRESB. FRANCISCO ( PAI) TE AMO

MINHA MÃE MISSIONARIA ZULENE, MICHELAND E SHEILA E MEU PAI

MINHA MÃE MISSIONARIA ZULENE, MICHELAND E SHEILA E MEU PAI

OBREIROS DO SENHOR

OBREIROS DO SENHOR

PASTOR ROMARIA PAI E CHARLES

PASTOR ROMARIA PAI E CHARLES

PAI E CHARLES

PAI E CHARLES

PRESB. FRANCISCO E OBREIROS

PRESB. FRANCISCO E OBREIROS

GUARAMIRANGA PENSANDO A VIDA

GUARAMIRANGA PENSANDO A VIDA

SÓ NA BENÇÃO

SÓ NA BENÇÃO

CONSAGRAÇÃO PRESB. CHARLES

CONSAGRAÇÃO PRESB. CHARLES

CONSAGRAÇÃO DIAC. BETE

CONSAGRAÇÃO DIAC. BETE

CHARLES COM O ANTIGO CARRO

CHARLES COM O ANTIGO CARRO

LUA DE MEL GUARAMIRANGA

LUA DE MEL GUARAMIRANGA

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FOTO 2

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CHARLES 1

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CHARLES E BRUNO

CHARLES E BRUNO

KASSIO PASTOR CHARLES

KASSIO PASTOR CHARLES

CHARLES E KASSIO

CHARLES E KASSIO

PASTOR E CHARLES

PASTOR E CHARLES